Educação Física na Escola: Um Estudo de Caso Sobre Perspectiva Discente

Autores

  • Jean Francisco dos Santos Ferreira Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo
  • Bruno Freitas Meireles Universidade São Judas Tadeu, São Paulo
  • Isabel Porto Filgueiras Universidade São Judas Tadeu, São Paulo https://orcid.org/0000-0001-6173-9560

DOI:

https://doi.org/10.37497/colloquium.v1i1.5

Palavras-chave:

Educação Física, Escola, Alunos

Resumo

O trabalho investigou a perspectiva dos alunos dos terceiros anos e quartas séries do Ensino Fundamental de uma escola pública sobre as aulas de Educação Física. Os objetivos foram: identificar os conhecimentos dos alunos sobre os conteúdos da cultura corporal de movimento e enumerar as preferências sobre os conteúdos trabalhados pela professora.. A amostra foi composta por 85 sujeitos, 41 crianças dos terceiros anos (17 meninas e 24 meninos) e 44 das quartas séries (26 meninas e 18 meninos), com idades entre oito e doze anos. A pesquisa caracteriza-se como pesquisa descritiva. Os instrumentos utilizados foram um questionário com perguntas abertas e fechadas e  observação naturalística. Os resultados indicam que a maioria dos alunos conhece e vivenciou  conteúdos da cultura corporal de movimento nos eixos de lutas, esportes, danças, ginásticas  e brincadeiras, embora a professora não tenha trabalhado os eixos de lutas e esportes  As atividades que as crianças não gostam ou gostam pouco e as que gostam ou gostam muito são bastante diversificadas, tantas diferenças  indicam a heterogeneidade de interesses a qual os professores de Educação Física lidam cotidianamente. Percebem-se diferenças de interesses pelos conteúdos de aula em função do gênero dos alunos. A atividade de pular corda apresentou a maior diferença. Há mais meninos do que meninas que rejeitam essa atividade. As brincadeiras de pega-pega aparecem em primeiro lugar entre as atividades que os alunos não gostam ou gostam pouco, provavelmente porque são estratégias utilizadas desde o ensino infantil. O futebol aparece em segundo lugar frente as atividades rejeitadas pelos alunos de ambos os gêneros, mas há mais meninas do que meninos que não gostam dessa atividade. O futebol aparece tanto nas preferências como nos conteúdos que as crianças não gostam ou gostam pouco. Esse parece ser um conteúdo que divide opiniões. As aulas na piscina forma as preferidas dos alunos, seguidas das aulas com brincadeiras no parque, denotando um diferencial das aulas de Educação Física que podem ser desenvolvidas nos CEUs. O estudo permitiu observar que há grande diversidade de interesses das crianças nas atividades das aulas de Educação Física e que os alunos conhecem todos os conteúdos da cultura corporal de movimento independentemente de serem trabalhados na escola. Os alunos gostariam de vivenciar mais atividades de lutas e esportes coletivos, além do Skate, atividades presentes na estrutura do CEU, mas que não foram abordadas pela professora da Escola.

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Biografia do Autor

Jean Francisco dos Santos Ferreira, Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo

Possui graduação em Educação Física pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2012). Tem experiência na área de Educação Física.

Bruno Freitas Meireles, Universidade São Judas Tadeu, São Paulo

Doutorando em Educação Física na linha de pesquisa de Estudos Socioculturais e pedagógicos em Educação Física pela Universidade São Judas Tadeu (USJT). Mestre em Educação Física (2015) também pela USJT. Possui 08 anos de experiência na área de Gestão de Políticas Públicas em Educação e Esporte, com ênfase em aspectos pedagógicos, curriculares e de gestão escolar. Foi Avaliador e Professor Formador de Programas e projetos vinculados ao Ministério da Educação (MEC), Ministério do Esporte (ME) e Universidade Federal do Rio grande do Sul (UFRGS). Atuou como Coordenador Pedagógico na Secretaria de Educação de Diadema e como Coordenador de Serviço Educacional/Coordenador de Projetos na Secretaria de Educação de Santo André. Atuou também como Professor Adjunto na Universidade Anhanguera de São Paulo em cursos de graduação com foco em disciplinas como: Didática, Metodologia e Práticas de ensino; Metodologia do ensino de Voleibol; M. E. de Handebol; Recreação e lazer; Jogos, brinquedos e brincadeiras; TCC; Estágios e; Pesquisa Científica. Graduado em Educação Física (2007) pela Universidade Metodista de São Paulo, graduando em Pedagogia pela Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) possui Especialização em Recreação e Lazer pela Faculdades Integradas de Santo André - FEFISA (2009), Pedagogia do Esporte (2016) e Educação Física Escolar (2017) pelo Instituto A Vez do Mestre (AVM). Já trabalhou como Consultor Técnico em Educação e Educação Física. Atualmente é Professor de Educação Física efetivo da rede municipal de Santo André, membro dos Grupos de Estudos e Pesquisas "Diálogo: Educação Física, Escola e Currículo" e "FOCUS - Formação Docente em Educação Física Escolar" ambos vinculados à USJT e "ESCOLAR" vinculado à UNICAMP.

Isabel Porto Filgueiras, Universidade São Judas Tadeu, São Paulo

É licenciada em Educação Física, Mestre e Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo. Foi bolsista CNPq no curso de Mestrado. Atualmente é docente do curso de pós-graduação Stricto Sensu em Educação Física da Universidade São Judas Tadeu, na linha de pesquisa Educação Física, Escola e Sociedade, onde coordena o grupo de pesquisa "Pesquisa, Inovação e formação docente em Educação Física. Foi professora de Educação Física na Educação Básica (1993 a 2006) na Rede Municipal de São Paulo e em escolas particulares. Foi professora na Universidade Presbiteriana Mackenzie (2003 a 2015) onde atuou nos cursos de graduação e pós-graduação Lato Sensu em Educação Física e no pós-graduação Latu Sensu em Educação no Centro de Educação, Filosofia e Teologia, foi bolsista CAPES no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID 2012 a 2015), coordenou os estágios obrigatórios e não obrigatórios em Educação Física; membro no Núcleo Docente Estruturante do curso de Educação Física; membro do Fórum Permanente de Educação, Pesquisa e Extensão, no qual desenvolveu atividades de formação continuada para professores universitários nas áreas de planejamento, avaliação e utilização da Plataforma Moodle; foi coordenadora do grupo de estudo e pesquisa em Educação Física Escolar; Editora da Revista Mackenzie de Educação Física e Esportes; coordenou o curso de pós-graduação Lato Sensu em Educação Física Escolar na mesma Universidade. É pesquisadora do grupo "Contextos Integrados na Educação Infantil" na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Atua, desde 2000 como assessora pedagógica em programas de educação, educação física e formação de professores junto a Secretarias de Educação e organizações do terceiro setor.

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Publicado

2021-01-05

Como Citar

FERREIRA, J. F. dos S. .; MEIRELES, B. F. .; FILGUEIRAS, I. P. . Educação Física na Escola: Um Estudo de Caso Sobre Perspectiva Discente. Colloquium: health and education, Mooca (SP), v. 1, n. 1, p. e05, 2021. DOI: 10.37497/colloquium.v1i1.5. Disponível em: https://colloquimhealtheducation.com.br/recs/article/view/5. Acesso em: 20 maio. 2024.

Edição

Seção

Artigos