A Imagética Motora Como Estratégia Complementar Para Doença de Parkinson

Autores

  • Priscilla de Dio Santos Pondé Programa de Pós-Graduação em Ciências do Envelhecimento da USJT, São Paulo
  • Danielle Borge Calderaro Programa de Pós-Graduação em Ciências do Envelhecimento da USJT, São Paulo
  • Aline Ribeiro da Silva Isnardi Programa de Pós-Graduação em Ciências do Envelhecimento da USJT, São Paulo
  • Graciele Massoli Rodrigues Programa de Pós-Graduação em Ciências do Envelhecimento da USJT, São Paulo
  • Natália Mariana Silva Luna Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo
  • Eliane Florencio Gama Faculdade de Medicina - USP, São Paulo
  • Guilherme Carlos Brech Programa de Pós-Graduação em Ciências do Envelhecimento da USJT, São Paulo
  • Angelica Castilho Alonso Programa de Mestrado Ciências do Envelhecimento da USJT, São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.37497/colloquium.v1i1.1

Palavras-chave:

Doença de Parkinson, Reabilitação Neurológica, Exercício físico

Resumo

A doença de Parkinson é uma doença crônica degenerativa e progressiva do sistema nervoso central (SNC). Nas últimas décadas, houve uma proliferação de terapias farmacológicas, clínicas, intervenções cirúrgicas e treinamento físico. Uma terapia em destaque é a prática da imagética motora (IM). Realizar uma revisão de literatura sobre os efeitos do treinamento físico associado à imagética motora em indivíduos com Doença de Parkinson (DP). Para essa revisão sistemática utilizou-se dos seguintes descritores: doença de Parkinson, plasticidade neuronal, imagética motora, treinamento físico, capacidade funcional. Foram encontrados 25 artigos, pesquisados nas bases de dados MEDLINE, LILACS, PubMed, SCIELO e BIREME em um recorte temporal de 10 anos; dentre os quais foram selecionados. 3 artigos, em que dois revisores extraíram os dados de forma independente e a qualidade metodológica foi avaliada utilizando-se a escala de PEDro. Os artigos selecionados demonstraram que o treinamento físico associado ao imaginado pode ser suplementar no tratamento da doença de Parkinson, podendo ser um componente do mecanismo subjacente às melhorias funcionais. Diante da qualidade metodológica dos estudos que compõem a visão ainda são necessários mais estudos envolvendo a doença de Parkinson e a IM.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Priscilla de Dio Santos Pondé, Programa de Pós-Graduação em Ciências do Envelhecimento da USJT, São Paulo

Docente na Universidade Nove de Julho (Uninove), Mestre em Ciência do Envelhecimento (2017) e Farmacêutica (2011) formada pela Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade São Judas Tadeu - USJT. Realizou Aprimoramento Profissional em Neurologia, Bioquímica e Biologia Molecular pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - HCFMUSP (2013) e Citologia, Biologia Molecular e Histologia pela Universidade São Judas Tadeu - USJT (2012). Atualmente cursa segunda graduação em Química pela Instituto de Química (IQ) da Universidade de São Paulo - USP. Foi, ainda, professora do Centro Paula Souza, em São Paulo. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Neurociências.

Aline Ribeiro da Silva Isnardi, Programa de Pós-Graduação em Ciências do Envelhecimento da USJT, São Paulo

Mestre em Ciências do Envelhecimento pela Universidade São Judas Tadeu (USJT). Pós- graduada em Gerontologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Graduada em Fisioterapia pela Universidade São Judas Tadeu (USJT). Há 09 anos atua na reabilitação musculoesquelética; Dores Crônicas; Reumatologia; Doença de Parkinson e Alzheimer; Traumatologia; Pós Operatório de Cirurgias Ortopédicas; Neurofuncional, Disfunções uroginecológicas, coloproctológicas na saúde da mulher e do homem; Treinamento de Cuidadores, com orientações quanto aos ajustes ergonômicos baseados nas regras da ABNT e protocolos de acessibilidade.

Graciele Massoli Rodrigues, Programa de Pós-Graduação em Ciências do Envelhecimento da USJT, São Paulo

Doutorado e Mestrado em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas. Especialização em Educação Física para Pessoas Portadoras de Deficiência (1991). Professora da Escola Superior de Educação Física de Jundiaí e da Universidade São Judas Tadeu. Professora e orientadora no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação Física - Mestrado e Doutorado - na Universidade São Judas Tadeu. Pesquisadora do Instituto Ânima. Líder do Grupo de Estudos em Educação Física e Pessoas com Deficiência. Atua na área de Educação Física, com ênfase nos seguintes temas: deficiência, exclusão e diferença, inclusão escolar, educação física escolar, educação física adaptada, esporte adaptado e dança.

Natália Mariana Silva Luna, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo

Possui graduação em Fisioterapia pela Universidade Federal de São Carlos (2006), especialização em Fisioterapia no Esporte pelo Centro de Traumato-Ortopedia do Esporte / Universidade Federal de São Paulo (2007), mestrado em ciências da saúde pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2010), doutorado em ciências da saúde pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e pós-doutorado em ciências do envelhecimento pela Universidade São Judas Tadeu. Tem experiência em pesquisa na área de biomecânica do movimento e avaliação funcional (com ênfase no equilíbrio, força e controle sensório motor) de atletas, idosos e indivíduos com distúrbios do movimento. Atualmente atua como docente na Universidade Anhembi Morumbi nas disciplinas de : aparelho locomotor, biomecânica, ergonomia, sistema nervoso, fisioterapia músculo-esquelético e esportiva; além de supervisionar estágio no curso de fisioterapia. Atuação também em cursos de pós-graduação lato sensu na Universidade Estácio de Sá.

Eliane Florencio Gama, Faculdade de Medicina - USP, São Paulo

Graduada em Fisioterapia pela Universidade Federal de Pernambuco (1984), ESPECIALIZAÇÃO em Morfologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1987), DOUTORADO em Ciências Morfofuncionais pela Universidade de São Paulo (1999), e PÓS-DOUTORADO na Universidade de São Paulo (2005), ESPECIALIZAÇÃO em Aconselhamento e Capelania pela Faculdades Batista do Paraná (2018). Membro do corpo de Conselheiros do Núcleo de Pesquisa e Ensino (NUPE - AMBULIM), do Instituto de Psiquiatria, Faculdade de Medicina - USP. Atua nas áreas: 1.MORFOLOGIA (Estrutural e Ultraestrutural) nos seguintes temas: efeitos da prática de exercícios resistidos e uso de esteróides anabólicos na morfologia do sistema neuromuscular; efeitos morfofuncionais do envelhecimento. 2. IMAGEM CORPORAL e MOVIMENTO: com ênfase nos aspectos dimensionais e funcionais; 3. CAPELANIA: com experiência em Capelania Universitária e Motoclubística. Membro da Sociedade Brasileira de Anatomia e certificada pela mesma com o Título de PROFICIÊNCIA EM ANATOMIA. Atualmente é certificada como Google Trainer, com certificação em Google Apps e Chromebooks para sala de aula, além de certificações para o uso de Metodologias Ativas de Ensino/Aprendizagem, com experiência na Aprendizagem Baseada em Problemas para o Curso de Medicina.

Guilherme Carlos Brech, Programa de Pós-Graduação em Ciências do Envelhecimento da USJT, São Paulo

Possui graduação em Fisioterapia pela Universidade Paulista (2002), Especialização (Aprimoramento) em Fisioterapia em Ortopedia e Traumatologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC/FMUSP) (2003); Mestrado em Ciências (Ortopedia e Traumatologia) pela Universidade de São Paulo (2006) e Doutorado em Ciências (Ortopedia e Traumatologia) pela Universidade de São Paulo (2012). Realizou Pós Doutorado em Ciências do Envelhcimento pela Universidade São Judas Tadeu. Atualmente é docente permanente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciências do Envelhecimento da Universidade São Judas Tadeu e pesquisador do Instituto Anima. Pesquisador do Laboratório do Estudo do Movimento do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HC/FMUSP e Pós-Doutorando pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Tem experiência pesquisa na área de Avaliação Funcional do Movimento Humano com ênfase em Gerontologia, Esportes, Biomecânica, Ortopedia, Traumatologia e Fisioterapia. Atuando principalmente nos seguintes temas: reabilitação, fisioterapia, equilíbrio postural, força muscular, doença de Legg-Calvé-Perthes, osteoporose, vitamina D, envelhecimento, ortopedia pediátrica e ortopedia geral. Como docente do nível superior tem experiência nas disciplinas: Gerontologia, Metodologia, Biomecânica, Ortopedia e Traumatologia, Fisioterapia Esportiva e aplicada ao aparelho locomotor, Recursos terapêuticos e outras correlatas.

Angelica Castilho Alonso, Programa de Mestrado Ciências do Envelhecimento da USJT, São Paulo

Pós doutora em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, possui graduação em EDUCAÇÃO FÍSICA e FISIOTERAPIA . Atualmente é docente do Programa de Mestrado Ciências do Envelhecimento da USJT e pesquisadora do Laboratório do Estudo do Movimento do IOT-HC- FMUSP.. Tem experiência em pesquisa na área de Avaliação Funcional do Movimento Humano com enfase em Gerontologia, Esportes, Biomecânica, Ortopedia e Traumatologia. Como docente do nível superior tem experiência nas disciplinas: Gerontologia, Metodologia, Bioestatística, Biomecânica, Ortopedia e traumatologia, Fisioterapia esportiva,Recursos terapêuticos outras correlatas.

Referências

Agosta, F., Gatti, R., Sarasso, E., Volonté, M. A., Canu, E., Meani, A., … Filippi, M. (2016). Brain plasticity in Parkinson’s disease with freezing of gait induced by action observation training. Journal of Neurology, 1–14. https://doi.org/10.1007/s00415-016-8309-7

Avanzino, L., Pelosin, E., Martino, D., & Abbruzzese, G. (2013). Motor Timing Deficits in Sequential Movements in Parkinson Disease Are Related to Action Planning: A Motor Imagery Study. PLoS ONE, 8(9), 1–9. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0075454

Beitz, J. M. (2014). Parkinson’s disease: a review. Frontiers in Bioscience, (3), 65–74.

Braun, S., Beurskens, A., Kleynen, M., Schols, J., & Wade, D. (2011). Rehabilitation with mental practice has similar effects on mobility as rehabilitation with relaxation in people with Parkinson’s disease: A multicentre randomised trial. Journal of Physiotherapy, 57(1), 27–34. https://doi.org/10.1016/S1836-9553(11)70004-2

Dickstein, R., & Deutsch, J. E. (2007). Motor Imagery in Physical Therapist Practice. Physical Therapy, 87(7), 942–953. https://doi.org/10.2522/ptj.20060331

Dimyan, M. a, & Cohen, L. G. (2011). Neuroplasticity in the context of motor rehabilitation after stroke. Nature Reviews. Neurology, 7(2), 76–85. https://doi.org/10.1038/nrneurol.2010.200

Donnelly, C., & Carswell, A. (2002). Individualized outcome measures: A review of the literature. Canadian Journal of Occupational Therapy, 69, 84–94. https://doi.org/10.1177/000841740206900204

Drozdzik, M., Bialecka, M., & Kurzawski, M. (2013). Pharmacogenetics of Parkinson’s disease - through mechanisms of drug actions. Curr Genomics, 14(8), 568–577. https://doi.org/10.2174/1389202914666131210212521

Frazzitta, G., Maestri, R., Ghilardi, M. F., Riboldazzi, G., Perini, M., Bertotti, G., … Comi, C. (2014). Intensive Rehabilitation Increases BDNF Serum Levels in Parkinsonian Patients A Randomized Study. Neurorehabilitation and Neural Repair, 28(2), 163–168. https://doi.org/10.1177/1545968313508474

Goetz, C. G. (2011). The history of Parkinson’s disease: Early clinical descriptions and neurological therapies. Cold Spring Harbor Perspectives in Medicine, 1(1). https://doi.org/10.1101/cshperspect.a008862

Hoehn, M. M., & Yahr, M. D. (1998). Parkinsonism: onset, progression, and mortality. 1967. Neurology.

Paiva, T. A., Fagundes, R. R., Ellen, L., & Pacheco, L. F. (2014). Doença de Parkinson e Exercícios Físicos : Possíveis Benefícios Parkinson ’ s Disease and Physical Exercise : Possible Benefits, 7.

Paulo, E., Picon, D., Inez, M., & Gadelha, P. (2010). Doença de Parkinson - Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas - Portaria SAS/MS no 228, de 10 de maio de 2010. (Republicada em 27.08.10). Pcdt.

Rienzo, F. Di, Collet, C., Hoyek, N., & Guillot, A. (2014). Impact of neurologic deficits on motor imagery: A systematic review of clinical evaluations. Neuropsychology Review, 24(4), 116–147. https://doi.org/10.1007/s11065-014-9257-6

ROTHER, E. T. (2007). Systematic Literatue Review X Narrative Review. ACTA Paulista de Enfermagem, 20(2), 7–8.

Schack, T., Essig, K., Frank, C., & Koester, D. (2014). Mental representation and motor imagery training. Frontiers in Human Neuroscience, 8(May), 328. https://doi.org/10.3389/fnhum.2014.00328

Schestatsky, P., Zanatto, V. C., Margis, R., Chachamovich, E., Reche, M., Batista, R. G., … Rieder, C. R. M. (2006). Quality of life in a Brazilian sample of patients with Parkinson’s disease and their caregivers. Revista Brasileira de Psiquiatria, 28(3), 209–211.

Souza, C. F. M., Almeida, H. C. P., Sousa, J. B., Costa, P. H., Silveira, Y. S. S., & Bezerra, J. C. L. (2011). A doença de parkinson e o processo de envelhecimento motor: Uma revisão de literatura. Revista Neurociencias, 19(4), 718–723.

Stecklow, M. V., Infantosi, A. F. C., & Cagy, M. (2007). Alterações na banda alfa do eletrencefalograma durante imagética motora visual e cinestésica. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 65(4 A), 1084–1088. https://doi.org/10.1590/S0004-282X2007000600034

Tambosco, L., Percebois-Macadré, L., Rapin, A., Nicomette-Bardel, J., & Boyer, F. C. (2014). Effort training in Parkinson’s disease: A systematic review. Annals of Physical and Rehabilitation Medicine, 57(2), 79–104. https://doi.org/10.1016/j.rehab.2014.01.003

Tamir, R., Dickstein, R., & Huberman, M. (2007). Integration of motor imagery and physical practice in group treatment applied to subjects with Parkinson’s disease. Neurorehabilitation and Neural Repair, 21(1), 68–75. https://doi.org/10.1177/1545968306292608

Teixeira, M. J., & Fonoff, E. T. (2004). Tratamento cirúrgico da doença de Parkinson. Revista de Medicina, 83(1), 1–16.

Turato, E. R. (2005). Métodos qualitativos e quantitativos na área da saúde: Definições, diferenças e seus objetos de pesquisa. Revista de Saude Publica, 39(3), 507–514. https://doi.org/10.1590/S0034-89102005000300025

Uhrbrand, A., Stenager, E., Pedersen, M. S., & Dalgas, U. (2015). Parkinson’s disease and intensive exercise therapy - A systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Journal of the Neurological Sciences, 353(1–2), 9–19. https://doi.org/10.1016/j.jns.2015.04.004

Verhagen, A. P., De Vet, H. C. W., De Bie, R. A., Kessels, A. G. H., Boers, M., Bouter, L. M., & Knipschild, P. G. (1998). The Delphi list: A criteria list for quality assessment of randomized clinical trials for conducting systematic reviews developed by Delphi consensus. Journal of Clinical Epidemiology, 51(12), 1235–1241. https://doi.org/10.1016/S0895-4356(98)00131-0

Downloads

Publicado

2021-01-05

Como Citar

PONDÉ, P. de D. S. .; CALDERARO, D. B. .; ISNARDI, A. R. da S. .; RODRIGUES, G. M. .; LUNA, N. M. S. .; GAMA, E. F. .; BRECH, G. C. .; ALONSO, A. C. . A Imagética Motora Como Estratégia Complementar Para Doença de Parkinson. Colloquium: health and education, Mooca (SP), v. 1, n. 1, p. e01, 2021. DOI: 10.37497/colloquium.v1i1.1. Disponível em: https://colloquimhealtheducation.com.br/recs/article/view/1. Acesso em: 20 maio. 2024.

Edição

Seção

Artigos

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)