Uso de Anticonvulsivantes Profiláticos na Hemorragia Subaracnóide: Existe um Padrão?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.37497/colloquium.v2i1.22

Palavras-chave:

Hemorragia subaracnóide; Aneurisma encefálico; Anticonvulsivantes; Tratamento.

Resumo

A hemorragia subaracnóide aneurismática (HSA) é considerada causa importante de morte e sequelas neurológicas. A taxa de mortalidade desta doença pode alcançar 50% nos primeiros dois meses após sangramento do aneurisma encefálico. Apesar dos avanços científicos o resultado do tratamento não mudou nos últimos anos. Os medicamentos anticonvulsivantes são utilizados rotineiramente para tratamento profilático em pacientes vítimas de HSA. De acordo com a pesquisa ministrar anticonvulsivante antes da realização cirúrgica em pacientes de baixo risco, em curto prazo, pois seu uso contínuo apresenta efeitos colaterais, demonstra efetividade. Porém não há evidencias suficientes para justificar sua utilização na prevenção primária e secundária de convulsões após uma hemorragia subaracnóide. A heterogeneidade fisiopatológica dos pacientes afetados pela HSA, a ausência de investigações farmacocinéticas satisfatórias para avaliar doses ótimas, e o momento para a administração reforçam a necessidade de mais estudos para se traçar um modelo pré-clínico terapêutico.

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Biografia do Autor

João Ricardo Marcondes Freitas , Hospital Regional do Litoral Norte

Medico (Pós graduando na Faculdade Redentor)

Marcio Martins de Araujo, Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/USP)

Possui graduação em Ciências Biológicas - Faculdades Integradas de Guarulhos (2011), especialização em Entomologia Urbana pela Universidade Estadual Paulista Júlio
de Mesquita Filho(2013) e mestrado (2017) e  doutorando em Tecnologia Nuclear pela Universidade de São Paulo.

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Publicado

2022-12-19

Como Citar

MARCONDES FREITAS , J. R. .; MARTINS DE ARAUJO, M. Uso de Anticonvulsivantes Profiláticos na Hemorragia Subaracnóide: Existe um Padrão?. Colloquium: health and education, Mooca (SP), v. 2, n. 1, p. e022, 2022. DOI: 10.37497/colloquium.v2i1.22. Disponível em: https://colloquimhealtheducation.com.br/recs/article/view/22. Acesso em: 28 fev. 2024.

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